
Sobre mim
Talvez eu seja uma pessoa teimosa, que acredita que o cuidado é um estilo de vida, que é uma forma de resistir diante de um mundo tão desafiador, que é o caminho possível para que possamos seguir.
Cuido de 2 meninas sapecas e curiosas, de uma cachorra sensível e de um marido sonhador e, profissionalmente, escolhi a área que traz cuidado no nome como minha principal atuação.
Minha escolha veio da angústia de ver o sofrimento e não saber como cuidar. Terminei a faculdade determinada a trabalhar com cuidados paliativos, uma abordagem dentro da saúde que ampara pacientes e familiares diante de uma doença que possa gerar sofrimento, seja ele físico, emocional, social e/ou espiritual.
Desde então tenho trilhado minha vida profissional em busca de fortalecer minha área e, principalmente, buscando melhorar a qualidade de vida dos meus pacientes.
Trabalho para que o paciente volte a ser o centro do cuidado e não sua doença.
Atuo no controle de sintomas, na estruturação de um planejamento antecipado de cuidados que pode ser o caminho para uma diretiva antecipada de cuidado, apoio na comunicação com outros profissionais e familiares/cuidadores.
Busco favorecer um ambiente em que seja possível uma tomada de decisão compartilhada entre paciente e equipe de saúde.

Formação e atuação
Me formei em medicina pela Faculdade de Medicina de Botucatu, UNESP, e fiz residência em Clínica Médica na mesma instituição. Em 2011 voltei para São Paulo, minha cidade natal, para cursar a residência em Geriatria no Hospital das Clínicas da FMUSP, seguida da complementação em Cuidados Paliativos, também pela FMUSP, a formação que eu mais queria.
Nos sete anos seguintes trabalhei no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, ICESP, onde me dediquei ao cuidado paliativo de pacientes oncológicos. Foi lá que minha prática se consolidou e onde aprendi o que nenhuma residência ensina sozinha.
Ao longo da minha trajetória atuei também como geriatra e paliativista no Hospital A.C.Camargo, na Rede São Camilo e no Hospital da Luz, e como professora nos programas de pós-graduação em Geriatria do Hospital Sírio-Libanês e em Cuidados Paliativos do Einstein. Tenho pós-graduação em Oncogeriatria e estou finalizando uma pós em Estudos Familiares, que tem ampliado meu olhar para como o contexto familiar afeta e transforma o cuidado.
Meu último vínculo foi como médica no Hospital Sírio-Libanês, como consultora em cuidados paliativos em um programa de melhoria do SUS, que me ajudou a construir uma noção sobre projetos e ter uma melhor compreensão sobre rede de atenção à saúde e a importância da construção coletiva.
Hoje atendo em domicílio e em consultório em São José dos Campos, levando uma prática construída em grandes centros para um cuidado mais próximo, mais presente e mais humano.
Área de atuação
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Geriatria
Envelhecer é um processo natural, mas que traz mudanças que merecem atenção e cuidado especializado. A geriatria é a área da medicina dedicada à saúde das pessoas idosas, não apenas ao tratamento de doenças, mas à compreensão de como o envelhecimento afeta o corpo, a mente e a vida como um todo.
O médico geriatra olha para a pessoa além do diagnóstico. Avalia como as doenças se relacionam entre si, como os medicamentos interagem, como a memória, o equilíbrio e a independência estão sendo afetados. O objetivo não é apenas tratar, mas preservar qualidade de vida e autonomia, para que cada pessoa possa envelhecer do seu jeito, com dignidade e com o menor sofrimento possível.
Cuidados Paliativos

Cuidados paliativos é uma abordagem dentro da medicina que cuida de pessoas que vivem com doenças graves, e cuida também de quem está ao lado delas. Não é sobre desistir do tratamento. É sobre garantir que, independente do que a doença possa trazer, a pessoa continue sendo vista como pessoa, com suas dores, seus medos, seus desejos e sua história.
Na prática, isso significa aliviar sintomas como dor, falta de ar, náusea e insônia, mas também acolher o sofrimento emocional, apoiar a família e ajudar a tomar decisões difíceis com mais clareza e menos solidão. Cuidados paliativos podem e devem caminhar junto com outros tratamentos, e quanto mais cedo forem iniciados, mais podem contribuir para a qualidade de vida.

Consultório
Atendo em consultório pacientes com mobilidade preservada, tanto clínicos que desejam passar em uma consulta de geriatria, quanto com doenças crônicas que tenham demanda de cuidados paliativos, independente da fase da doença.
Formas de atendimento

Atendimento Domiciliar
Principalmente para os pacientes acamados ou com dificuldade de locomoção. Nessa modalidade, o valor é diferenciado pelo tempo de deslocamento e porque o atendimento em domicílio costuma ser mais longo a avaliação do ambiente, da família e da rotina do paciente faz parte do cuidado.

Teleconsulta
Para os pacientes já acompanhados, pode ser uma forma de fazer os retornos para checar resultados de exames ou orientações quando o exame físico não vai mudar a conduta.
Contato

Cuidar também é estar disponível para
ouvir, orientar e caminhar junto.

